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A Atividade Física como Pilar Estratégico na Prevenção de Doenças e Redução de Custos em Saúde

A crescente prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) representa um desafio significativo para os sistemas de saúde globais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2020 e 2030, quase 500 milhões de novos casos de DCNTs, como doenças cardíacas, diabetes e obesidade, serão atribuídos à inatividade física, gerando um custo estimado de US$ 27 bilhões por ano em cuidados de saúde .OPAS

A OMS destaca que a atividade física regular pode reduzir o risco de várias DCNTs: entre 8% e 28% para certos tipos de câncer, 19% para doenças cardíacas e AVC, 17% para diabetes, e até 32% para depressão e demência . Além disso, a prática regular de exercícios melhora a saúde mental, a qualidade de vida e o bem-estar geral.

No entanto, os níveis de atividade física permanecem preocupantes. Estima-se que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não atingem os níveis recomendados de atividade física, sendo que as taxas de inatividade são mais altas entre mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

Para enfrentar esse desafio, a OMS lançou o Plano de Ação Global sobre Atividade Física 2018–2030, que estabelece 20 ações políticas para promover a atividade física em todos os níveis da sociedade . Essas ações incluem a criação de ambientes urbanos que incentivem a caminhada e o ciclismo, a integração da atividade física nos sistemas de saúde primários e o uso de tecnologias digitais para promover comportamentos ativos.

Empresas de tecnologia em saúde têm um papel crucial nesse cenário. Soluções digitais, como aplicativos de monitoramento de atividade física, plataformas de telemedicina e programas de bem-estar corporativo, podem incentivar estilos de vida mais ativos. Além disso, a implementação de políticas internas que promovam pausas ativas e ambientes de trabalho ergonômicos pode contribuir para a saúde dos colaboradores e a redução de custos com saúde ocupacional.

Investir em estratégias que promovam a atividade física não apenas melhora a saúde individual, mas também representa uma abordagem econômica eficaz para reduzir a carga das DCNTs. A adoção de políticas e tecnologias que incentivem a atividade física é essencial para construir sociedades mais saudáveis e sustentáveis.


Referências: